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Tarja Turunen no Canecão em 2008: a volta por cima da musa do Heavy Metal

Naquele mesmo Canecão onde eu tinha presenciado, 4 anos antes, a mágica apresentação do Nightwish pela primeira vez, eu estava, há exatos 12 anos, tendo o privilégio de ver, também pela primeira vez, a musa master do heavy metal mundial, Mrs. Tarja Turunen

A primeira tour solo da finlandesa em terra brasilis já tinha passado por São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte, encerrando-se na clássica casa de espetáculos carioca, hoje infelizmente extinta, em um domingo chuvoso, aquele 31 de agosto de 2008.

Não cheguei ao local a tempo de presenciar a abertura da banda carioca Hydria, lembro de ter ficado em um barzinho ali nos arredores bebendo uma cerveja em forma de aquecimento para aquele grande momento. Tarja já era uma grande artista quando à frente do Nightwish, que eu já tinha tido a oportunidade de ver em dois momentos até então, e vê-la em carreira solo com o excelente álbum de estreia, My Winter Storm, lançado no final do ano anterior, gerava uma expectativa enorme, não só em mim, mas em todo o público que lotava o Canecão.

Quase com pontualidade britânica, Tarja sobe ao palco com sua excelente banda formada por nomes de peso como o excepcional baterista Mike Terrana (Masterplan, Malmsteen), o baixista Doug Wimbish (Living Colour) e o guitarrista Kiko Loureiro (Angra), além da tecladista Maria Ilmoniemi e do violoncelista Max Silja

Por trás de um enorme pano branco, a silhueta da diva levanta a plateia em euforia total e ela começa com três composições do novo trabalho, a belíssima Boy and the Ghost, seguida por Lost Nohthern Star e My Little Phoenix.

Uma pausa para falar algumas palavras em português com a plateia e a simpatia de Tarja mostra toda sua alegria, depois do episódio turbulento que envolveu sua saída do Nightwish. Não podia ser um presente melhor para seus fãs vê-la tão leve e plena no palco, sem deixar nada a desejar para o trabalho da banda da qual tinha sido frontwomen por quase uma década. Ela apresenta então Passion and the Opera, do Oceanborn, de 1998, lembrando aqueles tempos.

Volta à carreira solo com a belíssima Sing for Me, seguida do megahit do Nightwish, Nemo, música responsável pela popularidade da banda no Brasil. Mais um ponto alto do show, a já com ares de clássica, I Walk Alone, cantada por todos e mostrando uma Tarja visivelmente emocionada com a reciprocidade do público. 

A competente banda que a acompanhava também arrancava aplausos, a simpatia de Mike Terrana e a popularidade de Kiko Loureiro, que fez um belo solo de violão em Our Great DivideMais uma do Once (2004) que figurou no setlist foi Dead Gardens, seguida de mais duas do trabalho solo, Enough e Oasis, onde Tarja senta ao piano e nos brinda com sua performance, que momento!

Hora do tradicional cover, Poison, do Alice Cooper, foi a escolhida pela finlandesa e caiu muito bem em sua voz. Logo depois ela nos presenteia com a clássica Wishmaster, impecável! Die Alive e Calling Grace fecham a apresentação do álbum de estreia de Tarja e ela encerra aquela noite com a versão de Over The Hills and Far Away, música de Gary Moore gravada pelo Nightwish. 

Uma excelente banda, as características trocas de figurino da diva, uma performance digna da musa, aquela foi de fato uma noite e tanto para os órfãos fãs de Nightwish. E Tarja, como prometeu quando da sua despedida da banda três anos antes, realmente não abandonou o heavy metal e voltou com tudo, por cima, maravilhosa como sempre foi!   

Foto: José Carlos Torres
Foto: José Carlos Torres

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