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Slayer e Suicidal Tendencies no Imperator em 1994

Estéreo!

Esta é a conclusão que eu pude chegar ao presenciar na cara do palco, um dos shows mais devastadores, pesados e bem equalizados que meus ouvidos já tiveram o prazer de absorver: Slayer!

A legião se formou em bloco frente aos portões do Imperator, no Rio de Janeiro, nesta que mais parecia ser uma noite de gladiadores, já que Suicidal Tendencies seria a banda de abertura e Mike Muir, Robert Trujillo, Jimmy Degrasso, Mike Clark e Rocky George fariam as honras da casa. 

Fantástico! Esses caras ao vivo provam que ficar parado não é muito sensato em seus shows. Uma banda como essa tem patamar de atração principal!

Mas, o papo aqui está em torno de Lombardo, Araya, King e Hanneman!

Todos na penumbra e os berros começam quando Hell Awaits vem devastar nossos ouvidos e uma roda gigante se abre no salão do Imperator onde poucos se atreviam a encarar.

Divine Intervention, Raining Blood e a ótima 213 elevaram o show a um nível de sonoridade tão distinto que o volume máximo era sim esperado. Mas o que impressiona mesmo em um show do Slayer é o fator estéreo, já que indo de um P.A ao outro no meio do massacre, a sensação era exatamente essa: King de um lado, Hanneman de outro, Araya ao centro, todos equalizados com a iluminação vermelha característica indicando que o inferno sonoro não tinha hora pra acabar, mas não era Lombardo na bateria, então quem seria?

Sim, não foram poucos os fãs que se confundiram na hora dos solos de bateria procurando Lombardo atrás das peles e encontrando o "novato" Paul Bostaph que só pelo fato de substituir o cubano, já era um feito. 

Avassalador! O então novo álbum Divine Intervention com produção impecável, apresentava o novo baterista do Slayer e ao que parecia àquela época, a era Dave Lombardo teria mesmo chegado ao fim, Paul era o presente e futuro. Técnico, preciso e mão pesada: os fãs agradecem!

Seasons in the Abyss foi saudada com um grito único da platéia e a partir daí meus amigos, o passeio pelo altar do sacrifício até chegarmos ao anjo da morte foi mais do que se esperava e, para quem nunca viu Slayer ao vivo segue o ritual: fãs enlouquecidos, iluminação impecável, sonoridade estereofônica de primeiro mundo, peso, velocidade e solos rasgando nossos tímpanos e deixando pra sempre a cicatriz do assassino em nosso peito. E a cada minuto ouvia-se o grito de um fã: Slayer porra!

Ao fim, Angel of Death foi cantada pelo público com um Tom Araya sorridente enquanto todos ali presentes só tinham uma palavra de agradecimento ao final desse massacre sonoro inesquecível: SLAYER! SLAYER! SLAYER!

Confira o Setlist daquele 30 de agosto de 1994:

Hell Awaits
The Antichrist
Spirit in Black
Mind Control
Die by the Sword
Divine Intervention
Postmortem
Raining Blood
Altar of Sacrifice
Jesus Saves
213
Captor of Sin
Dead Skin Mask
Seasons in the Abyss
Mandatory Suicide
War Ensemble
South of Heaven
Angel of Death

Slayer no Imperator 1994
Foto: Rock n Geral, Marcos Bragatto

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