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Motörhead: 5 anos do show no Hellfest, 5 anos sem Lemmy

Exatamente hoje, 21 de junho, completam-se 5 anos do encerramento da décima edição do grandioso Hellfest, maior festival de música pesada da França, o primeiro festival europeu do qual tive o prazer de fazer a cobertura para este site. 

Este ano também se completarão 5 anos que Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e frontman do Motörhead nos deixou, aos 70 anos, em decorrência de um agressivo câncer de próstata. O autêntico vocal, que  começou sua carreira como roadie de Jimmy Hendirx, tinha uma presença de palco única e um estilo que arrebatava multidões de fãs em seus shows, além da energia inconfundível da banda do qual foi líder por quatro décadas.

Era sexta-feira, 19 de junho de 2015, e o festival já estava a todo vapor quando o power trio subiu ao Mainstage em plena luz do sol para um gramado lotado de fãs que estavam ávidos para ver a performática apresentação dos ingleses. 

Bem distante do palco, mas curtindo um monte!

Como já relatei em várias resenhas aqui, eu não gosto muito de ficar no meio da multidão porque acabo passando mal, e gosto de ter espaço pra me mexer bastante nos shows, além de estar com meus filhos, na época com 11 e 3 anos (sim, meu guri já adorava Motörhead desde os primeiros meses de vida e dormia ao som deles, então o show foi um acontecimento para ele, que curtiu o tempo inteiro!) 

Mas, mesmo estando bem distante do palco, foi possível sentir muito bem a energia dos caras, coisa que eu já tinha conferido alguns anos antes no Rio de Janeiro - um dos shows que mais pulei na vida - e que ali naquela atmosfera do festival foi ainda mais sensacional!

No resumido repertório de 13 músicas, ainda mais sendo as músicas deles tão curtinhas, a banda deu enfoque em clássicos dos primeiros álbuns, Overkill (1979) e Ace of Spades (1980), e pincelaram um pouquinho de cada fase, incluindo a mais recente e envolvente Lost Woman Blues, de Aftershock, penúltimo álbum da banda, lançado em 2013.

Os destaques do setlist ficaram com Stay Clean, Orgasmatron e a excelente dobradinha Going to Brazil e Ace of Spades, que levantou a multidão de vez. 

Sob muitos aplausos e gritaria dos fãs enlouquecidos com o vigor da música e o calorão daquele fim de tarde no verão francês, eles voltaram para um rápido e matador bis com Overkill

Pois, festival é assim mesmo, as bandas tem menos tempo, mas o entusiasmo que algumas delas conseguem passar, como o Motörhead, marca para sempre. 

Eu ainda tinha a sensação daquele show bem vívida quando li a notícia da morte de Lemmy, apenas seis meses depois, em dezembro de 2015. Foi uma tristeza grande, mas agradeci por ter podido vê-los mais uma vez e ter levado meus filhos para aquela experiência ao vivo!

Saudades Lemmy e vida longa ao Hellfest, que este ano foi suspenso por conta da pandemia do coronavírus, mas promete voltar em 2021 com mais um grande line up sem deixar a comemoração aos seus 15 anos passar em branco...

Confira um trechinho do show no canal oficial da banda:


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