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Orishas levanta, literalmente, o Teatro Positivo em Curitiba

Primeiro show do ano, primeiro show em Curitiba. A minha "estréia" na capital paranaense, há quase mil metros de altitude, não poderia ter sido mais enérgica: uma apresentação dos Orishas, pioneiros do hip hop cubano, que conquistaram fama mundial. 

A primeira coisa que pensei quando vi que o show seria em um teatro, foi de que seria impossível assisti-los sentada. Avisei logo à minha pequena grande companheira, minha filha Layla, que assim que começasse o show eu me levantaria e iria para a parte superior, para poder dançar e me movimentar à vontade. 

Eu já conhecia a energia da banda, pois os assisti nos idos do milênio, no Rio de Janeiro, e conhecendo-me bem (é quase impossível para mim assistir a um show sentada), eu sabia que não teria como manter-me na poltrona nem por um segundo. Entretanto, para a minha surpresa, após uma introdução psicodélica de luzes e sons do DJ que acompanha o trio, no primeiro acorde de Represent, clássico master do primeiro álbum, que levou os rapazes ao sucesso global, o teatro inteiro se levantou e começou a pular e cantar com eles. Fiquei ainda mais contagiada com a atmosfera do público, que de frio não tinha nada. Fui para a parte superior somente para não cair das escadas com toda a minha empolgação, mas não era a única de pé, como já acontecera em outras vezes...

Ruzzo Medina, Yotuel RomeroRoldan Gonzalez continuaram com Hay Un Son, música lançada junto à coletânea Antidiotico, de 2007, menos famosa, mas não menos cantada e dançada pelo público, que não se rendeu às poltronas. Eles seguem soltando clássicos como Atrevido e A Lo Cubano, sendo a segunda interrompida para que Romero chamasse a galera para cantar mais alto dizendo que "o público de Curitiba é o melhor do Brasil, melhor que o do Rio e o de São Paulo". Melhor eu não sei, mas de fato é um público bem expressivo.

Seguindo nos clássicos, eles cantam 537 C.U.B.A e Mística, ambas do álbum de estreia. Em Mística, inclusive, os três rapazes arrancam gritos da plateia feminina com suas performances de dança. Mas houve também apresentação de músicas inéditas, que estarão no novo álbum, promessa ainda para este ano. Sastre de tu amor, com bela melodia facilmente entoada pela plateia, e Bembé, apontam um grande trabalho vindo por aí...

Hora de misturar um pouco de rock à já mistureba de ritmos latinos e hip hop, eles fazem uma brincadeira com Seven Nations Army, clássico do White Stripes, com o trompete imitando a guitarra e levando a galera aos gritos, cantando o refrão instrumental da canção em uníssono. Para fechar a primeira parte do show, a minha preferida do grupo, ¿Que Pasa?, não podia ser melhor. Foi a hora de perder a voz e pular ainda mais alto. 

Acabou? Não, não pode, todo mundo de pé ainda gritando "Orishas! Orishas!" e eles rapidamente respondem ao público, muito simpáticos e interagidos, voltam com a emocionante Cuba Isla Bella, em uma homenagem aos imigrantes latinos espalhados pelo mundo, realidade de Yotuel Romero e Ruzzo Medina, que se mudaram de Havana para Paris como parte de um programa de estudos internacionais e acabaram se radicando na Europa. 

Faltou algum ritmo na noite? Faltaria o reggae, mas eles completaram com Everyday, cheios de carinho pela cidade: "Voy a extrañarte Curitiba!" E para fechar aquela quarta-feira mais que dançante, só mesmo com mais um clássico, que nos primeiros segundos já fez todo mundo pular novamente, Naci Orishas, pra acabar de vez com as batatas das minhas pernas...

Uma hora e meia de show que passou voando, porque entrar no universo envolvente dos Orishas faz o tempo nem parecer tão importante...

Foto: Lening Abdala/Prime Produtora




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