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Black Sabbath: o derradeiro show do Hellfest 2016

A noite de domingo, último dia do Hellfest 2016 me deu alguns momentos de incerteza: no mesmo horário, tocariam Paradise Lost, uma banda que nunca vi ao vivo, e o Black Sabbbath, que eu tinha visto em um baita concerto em 2013, em Porto Alegre. Apesar de estar ali para tentar ver o máximo de concertos "inéditos" no meu cardápio, eu não resisti, tinha que ver o Sabbath de novo! Não seria o último show do festival, mas era o último que eu presenciaria, pois a minha pilha acabaria de vez naquela hora de catarse coletiva...

Pela segunda fez no Mainstage do Hellfest (eles se apresentaram também na edição de 2014), o Black Sabbath sobe ao palco após a projeção da abertura da The End Tour tocando a primeira música do primeiro álbum, a clássica Black Sabbath. Apesar de não estar em um local privilegiado - o gramado do festival estava completamente lotado e eu só consegui ficar bem longe do palco - e com o som já se dissipando ao vento, o momento de imersão no que, digamos, seja o som mais doom já criado, me transportou para uma viagem completa de todos os sentidos. Eram muitos sentimentos misturados, uma nostalgia me invadindo, o The End, não só do Black Sabbath, mas também do festival, daquele fim de semana especial, do ciclo de um ano de grandes transformações na minha vida pessoal. Todas as minhas emoções foram transbordando e em Snowblind eu já não sabia mais se ria ou chorava, se pulava ou ficava imóvel sentindo o momento. Só sei que eu fazia parte de algo único, um momento ímpar em que milhares de fãs faziam parte de uma espécie de libertação que só Ozzy & cia podem gerar...

E se durante War Pigs todos perdemos as vozes, em N.I.B. eu poderia ter perdido os joelhos de tanto pular, embalada pelos riffs de Mr. Iommi. Um solo de bateria em Rat Salad e Iron Man para me lembrar meu filho mais novo, viciado nessa música, que um ano antes estava ali naquele gramado de Hellfest comigo... Nenhuma música do 13, aliás o repertório deles nesta tour tem sido baseado praticamente apenas nos quatro primeiros álbuns, os quatro melhores, na minha opinião. E vem a Children of the Grave, a minha preferida, antes do bis com Paranoid, para encerrar aquela noite e, para mim, aquele final de semana e aquela edição do Hellfest. E o Paradise Lost, que fechou a noite em outro palco, ficou para outra oportunidade, oportunidade essa que virá nesse fim de semana no VOA em Portugal, já o Sabbath, talvez nunca mais veja e foi bom demais poder revê-los, os pais do Heavy Metal

Se a troca do Paradise Lost pelo Black Sabbath valeu a pena? Sem sombra de dúvidas...




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