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A performática apresentação do Jane's Addiction no Hellfest 2016

O último show que eu veria no palco Valley do Hellfest 2016 seria mais uma grata surpresa para a minha lista de "matar curiosidades". Como citei ao falar do show do Overkill, este ano o meu foco eram os palcos alternativos do festival e bandas que eu nunca tinha visto ao vivo, como o Jane's Addiction. E foi no domingo, 19 de junho, que eu conferi os americanos, uma das bandas mais icônicas e influentes de sempre do rock alternativo.

O quarteto Perry Farrell (vocal), Dave Navarro (guitarra), Stephen Perkins (bateria) e Chris Chaney (baixo), começa a apresentação com o hit indispensável Stop!, faixa de abertura de Ritual de lo Habitual, segundo álbum de estúdio da banda, um clássico de 1990. O cenário, o jogo de luzes e as dançarinas dão ao concerto um clima todo especial, fazendo o público imergir na criatividade da banda, com suas viradas rápidas, riffs cavalgados, swing e levadas mais cadenciadas. E eles reproduzem a mesma sequência do álbum clássico, tocando No One's Leaving e Ain't No Right. Eu estava bem atrás, como sempre evitando estar no meio da multidão para poder curtir melhor o som, e pude observar como a galera vibrava em cada música da banda. E eu, mesmo sem conhecer a fundo a carreira dos californianos, curti cada momento daquele show como se fosse uma grande fã, tamanha era a energia e a diversidade que eles produzem no palco.

Uma hora totalmente viagem com a bela Three Days, uma composição bem importante na trajetória da banda, não só pela sua complexidade, mas pela história real que a envolve, uma homenagem a uma falecida amiga de Perry Farrel chamada Xioula Blue, que sofreu uma overdose após passar três dias no apartamento de Perry. As performances das dançarinas junto a Farrel e Navarro, com toda sua habilidade nas guitarras, deixavam o show ainda mais entusiasmante

Depois foi a vez de pular e cantar em Just Because, faixa do álbum Strays, que marca o retorno da banda ao estúdio em 2003, depois da separação e de longos anos sem gravar nada. Em Ted, Just Admit It..., mais duas dançarinas, agora penduradas em cabos de aço, mantém os marmanjos do gargarejo um bom tempo hipnotizados, enquanto os riffs e as luzes completam a viagem musical da banda, que fecha a noite com a clássica Jane Says.

Naqueles 60 minutos deu para perceber porque o Jane's Addiction foi influência para tantas bandas de sua época, com um dos repertórios mais criativos e originais que já presenciei ao vivo...





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