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Overkill: técnica e velocidade em um show enérgico no Hellfest 2016

Ao contrário do Hellfest 2015, onde os Mainstage foram o alvo principal do Eu Amo ao Vivo, este ano eu dei preferência para os shows que aconteciam nos palcos alternativos, pois estava muito interessada em conferir bandas que, apesar de eu não ouvir em casa como no caso do Napalm Death, eu tinha muita curiosidade de ver ao vivo. Mesmo na sexta-feira, 17 de junho, o primeiro dia de festival, eu já fiquei "surfando" entre os palcos Temple, Altar e Valley, este último tendo me presenteado com a apresentação psicodélica do Earth. E foi no Altar, perto de nove e meia da noite daquela sexta, que eu não só matei a minha curiosidade de ver o Overkill ao vivo, como me surpreendi em como curti o show dos caras. 

Os americanos contemporâneos de Exodus, Sacred Reich - que tinham sido a banda anterior naquele mesmo palco - e dos Testament, que fecharia a noite no Altar, vieram da nata do Trash Metal, com sua técnica e velocidade incomparáveis. Aguardados pela segunda vez na cidade francesa do rock - eles já tinham se apresentado na edição de 2010 - Bobby "Blitz" Ellsworth (vocal), Carlos "D.D." Verni (baixo), Dave Linsk (guitarra), Derek Tailer (guitarra) e Ron Lipnicki (bateria), apresentaram uma hora de porrada na orelha, em um show para desenferrujar até os pescoços mais preguiçosos. Apresentando o último álbum, White Devil Armory, de 2014, eles iniciaram com Armorist, e sua velocidade tão característica. Daí em diante, foi como um furacão que passa arrastando tudo à sua frente, uma porrada atrás da outra, com destaque para a dobradinha Hammerhead e Feel The Fire, do primeiro álbum, de 1985. 

A energia era tanta e tão contagiante, que eu simplesmente não conseguia parar de pular e bater cabeça. Entre um copo e outro do delicioso vinho rosé do Hellfest, oferecido por amigos búlgaros que fiz na chegada ao aeroporto de Nantes, eu sentia a vibração das baquetas de Ron Lipnicki e me deixava levar por aquele tornado musical devastador. E entre uma música e outra, aplaudindo e gritando com a galera que vibrava tanto quanto eu, ia aprendendo o grito búlgaroIeban’eeee!!! (algo como Fodaaa!!!). Ao término do show eu estava completamente eufórica, tamanha foi a potência emanada pelo Overkill, e eles entraram para aquela minha lista de bandas que eu não ouço em casa, mas que eu simplesmente amo ver ao vivo, como o Slayer, que teve um efeito muito parecido na primeira vez que os vi, muitos anos atrás no Rio de Janeiro, e que eu tentaria assistir novamente no domingo seguinte... Mas definitivamente, 2016, pelo menos para mim, foi o ano dos palcos alternativos do Hellfest!


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