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Tarja: novo trabalho e muita simpatia no Hellfest 2016

Domingo, 19 de junho, 15h50. Os Mainstage I e II do Hellfest 2016 já tinham recebido, desde a sexta-feira, nomes como Anthrax, Volbeat, Offspring, Rammstein, Joe Satriani, Twisted Sister e Korn, além da própria Tarja ter feito uma participação especial no show da Within Temptation, mas era a hora dela, uma das mais belas e potentes vozes femininas do metal entrar em ação. 

Com um palco simples, apenas o pano de fundo da capa do novo álbum The Shadow Self, o sétimo da carreira solo de Tarja, que ainda será lançado em agosto próximo, ela faz também uma entrada simples, mas cheia de energia e simpatia com seu público. Aliás, The Shadow Self  não será o primeiro lançamento deste ano, Tarja lançou em junho The Brightest Void, uma aposta ousada no mercado atual, mas que segundo a cantora foi inevitável, por ela ter muitas composições novas e não querer que nenhuma ficasse guardada na gaveta.

Para iniciar sua primeira participação no Hellfest Open Air, Tarja canta No Bitter End, primeiro single do novo trabalho, um riff simples e belas linhas vocais. Na sequência é a vez do peso de Never Enough, do Colours in the Dark, de 2013, onde ela embala o público a acompanhá-la no refrão, e Ciaran's Well, do My Winter Storm, de 2007, o primeiro álbum de sua carreira solo.  

Entre muitos sorrisos, beijos e acenos para a plateia, felicidade que ela explicaria momentos depois na coletiva de imprensa se dever ao fato dela estar muito satisfeita em poder cantar suas próprias composições e estar vivendo um momento ímpar em sua carreira, Tarja apresenta um cover de Muse, Supremacy, que também fará parte de seu novo trabalho. Uma versão que caiu como uma luva para a potência e beleza da voz da finlandesa nos agudos que Mister Matthew Bellamy entoa à frente de uma das bandas inglesas mais populares da atualidade. De tirar o fôlego... Pausa para a "marcha" de Victim of Ritual, mais uma do Colours in the Dark, mais uma que agita o público!

"Once upon a time, very many, many, many many many years ago I was in THE BAND and one day he dec... I decided to leave the band BUT they let me go. And I raise my glass, my imaginary glass, now, to the past!" - após essa pequena brincadeira, Tarja revisita seus anos de Nightwish, com a intro de Tutankhamen emendada à Ever Dream, clássico do aclamado Century Child, de 2002, cantado em coro pelos presentes - eu que já tinha ficado sem voz na sexta, era a vez de perder a voz novamente, e ainda complemetam a emenda com um trecho de Bless The Child...

Hora de terminar o show, já?! Pois é, 50 minutos para uma artista com tantas músicas maravilhosas que podiam ser apresentadas ao vivo, mas ok, o gostinho de quero mais fica por conta de Die Alive, do My Winter Storm e Until My Last Breath, única do What Lies Beneath, de 2010, que compôs o setlist de Tarja. Um concerto enxuto, mas que deixou o seu recado. Pra mim só faltou I Walk Alone, que nunca deveria ficar de fora de nenhum show dela.

Além de falar dos novos lançamentos deste ano durante a coletiva de imprensa, Tarja também respondeu, sempre com muita simpatia, as variadas perguntas dos jornalistas de todo o mundo, como as suas inspirações para as composições estarem nas suas emoções e nas suas vivências do dia a dia. Como alguém que viaja muito, ela disse que cada lugar, cada momento que ela vivencia não deixam de ser um mix que acaba sendo retratado em seu trabalho. Deixou transparecer toda a sua gratidão pelo público fiel que a acompanha e contou, com muita emoção, sobre uma fã que lhe disse ter sido salva por sua música. Tarja está, sem dúvida, em uma fase muito completa de sua carreira. E que venham ainda muitos trabalhos da finlandesa pela frente!




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