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Placebo: 20 anos de carreira e a primeira tour no Brasil em 2005

Formada em Londres pelo belga Brian Molko (vocalista, guitarrista e tecladista) e o sueco Stefan Olsdal (baixista, guitarrista e teclista), o Placebo comemora 20 anos de carreira em 2016. Para celebrar a data, eles anunciaram uma tour mundial que já começou em março deste ano e está percorrendo vários países da Europa. Ainda não há confirmação de datas no Brasil, mas como a tour vai até 2017 e se propõe a ser mundial, provavelmente eles devem passar por terras tupiniquins em breve.
Em homenagem aos 20 anos da banda, vamos falar hoje de um show da primeira tour brasileira dos caras. Em 2005, eles foram os headlines de um festival chamado Claro que é Rock, que percorreu 8 cidades brasileiras (Recife, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro) no mês de abril. Eu estava no show do Rio de Janeiro, o último da tour, no dia 29 de abril, no clássico Metropolitan, que naquela época se chamava Claro Hall. Cada um dos eventos contou com cinco bandas locais na abertura, era uma espécie de competição onde uma banca especializada elegeu uma banda de cada cidade para participarem posteriormente de um festival. Eu confesso que não fui ver nenhuma das bandas de abertura, estava ali somente para conferir pela primeira vez uma das minhas bandas preferidas de rock alternativo.

Naquela época o Placebo tinha apenas 4 álbuns lançados: “Placebo” (1996), “Without You I’m Nothing” (1998), “Black Market Music” (2000) e “Sleeping With Ghosts” (2003), além da coletânea de singles "Once More with Feeling" (2004). Até hoje me lembro bem da emoção e do transe em que entrei ao ouvir os primeiros acordes de Taste in Men. Bingo! Eles começavam o show logo com uma das minhas favoritas! Na sequência, dois clássicos para deixar todo mundo sem fôlego e me fazer pular feito louca: The Bitter End e Every You Every Me. Com o público nas mãos, eles seguem com a bela e lenta Protege Moi, faixa exclusiva da coletânea Once More with Feeling. O momento de emoção segue com a linda Black-Eyed, cantada em uníssono e que, mesmo onze anos depois, ainda me arrepia ao lembrar o momento.

Hora de recuperar o fôlego? Que nada, eles emendam Special Needs, a funkeada English Summer Rain, pra todo mundo dançar, e a super clássica Without You I’m Nothing, o auge da noite. Agora sim, vamos tentar recuperar o fôlego, com I Do, outra exclusiva da nova coletânea, e This Picture, do Sleeping With Ghosts. Mais um momento especial, pelo menos pra mim, Special K me faz pular mais um bocado,  seguida de Slave To The Wage e o hit 36 Degrees em uma versão estendida. Para fechar o set e deixar todos gritando pelo bis, eles mandam a que, no meu ponto de vista, é a obra-prima do Placebo: Pure Morning

Eles retornam então com Twenty Years, a terceira inédita da nova coletânea, fazendo um espetáculo improvisado de barulho respeitoso por quase dez minutos. Para fechar a noite, a dobradinha de clássicos Teenage Angst, que eles tocam numa espécie de piano version e Nancy Boy, o super hit do primeiro álbum dos caras. 17 músicas, visitando todos os álbuns, e a primeira das vezes que o Placebo visitaria o Brasil, se encerrava naquela noite de abril.

Depois da estreia em solo brasileiro, a banda retornou ao país mais três vezes (2007, 2010 e 2014). Agora resta aguardar que eles voltem para comemorar os 20 anos de carreira junto aos fãs brasileiros!

Placebo no Claro Hall em 2005



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