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Alice in Chains no Hollywood Rock: uma Apoteose hipnotizada

Início dos anos 90, Rio de Janeiro, praia, Apoteose do Samba...e rock? YEAH! 

Em meio ao verão carioca, à sombra daquele arco de concreto, (nem Niemeyer iria imaginar que o rock faria sua Apoteose tremer) voltado única e exclusivamente para sambistas, se tornou palco de um dos eventos que mais trouxe bandas de rock na década de 90, quando até então dizia-se: “o rock morreu!” (Salve o salvador, Pantera!). 

Hoje falaremos de uma destas bandas que, embora oriundos da cidade de Seattle/EUA e trazendo tatuada a fama do rótulo grunge nas costas, em nada se assemelhava às bandas do estilo, sendo complicado até classificá-los, pois ali estavam presentes o peso e os riffs de uma banda de metal, porém eram inconfundíveis, mesclando letras soturnas e acordes dissonantes! Estamos falando do Alice in Chains. Eu particularmente, na frente daquele palco, em uma Apoteose com mais de 30 mil pessoas, fiquei hipnotizado, pois esta é a definição mais completa de qualquer indivíduo que assistiu àquela apresentação. E pasmem, eles também estavam hipnotizados, já que em algumas entrevistas a própria banda admitiu não ter expectativas quanto à receptividade do público brasileiro, principalmente o carioca. A conexão foi realizada com sucesso! 

Tenho o grande prazer de poder afirmar, nem só dentro de uma caixa vive o homem, pois Man in the box foi a cerveja do churrasco neste show mas que, dentre tantas outras faixas do álbum Facelift, o Alice in Chains nos presenteou ainda com composições que fariam parte do álbum seguinte, Dirt, uma obra prima que os colocaria na parada mundial, ou seja, o mainstreamLayne Staley, infelizmente já falecido, mostrava ao público carioca o que um frontman precisa ter para conquistar o público sem discursos, apenas com presença magnética e voz cativante, por vezes até calado, apenas apreciando o público cantar e pular enlouquecidamente com suas músicas, possivelmente fazendo-o agradecer por presenciar esta cena inesquecívelJerry Cantrell, o homem por trás dos riffs e da segunda voz, disparava acordes, solos e melodias não convencionais, obtendo elogios de várias revistas especializadas em guitarra e aplausos de uma Apoteose boquiaberta diante de tamanha técnica. Mike Star/ Mike Inez, a cozinha de peso complementava uma banda que por fim enterrou o estigma grunge, chegaram em terras desconhecidas e cativaram o público com música de qualidade, gravaram álbuns cada vez mais técnicos, pesados e clássicos. Podiam bater no peito e gritar para o mundo: "Somos o Alice in Chains, nos ame ou odeie, não temos rótulo!"

Eu estava lá, pude presenciar o AIC passar de desconhecido ao patamar de ídolos que com todo o sucesso e fama, infelizmente trás suas consequências, mas a obra fica, está aí para quem quiser ouvir...eu pelo menos, só ouço no volume 11!


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