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Obituary + Venom - uma dobradinha pesada pra ninguém botar defeito!

A noite já estava bem quente naquele 20 de junho de 2015, o Hellfest pegava fogo depois das apresentações de Faith No More, ZZ Top, Slash, Killing Joke, L7, Airbourne, sem falar no Bodycount, que eu nem sequer consegui chegar perto, pois o acesso ao Palco Warzone estava intransitável, de tanta gente que estava lá para conferir os caras. Mas agora era a hora da coisa ferver com a dobradinha Obituary e Venom, que vinha para detonar com os fãs do metal pesado!

Obituary no palco do Hellfest

Confesso que este foi um momento que esperei fervorosamente, poder assistir em sequência duas bandas que são ícones de seus gêneros, duas bandas que fizeram parte do início de minha formação musical. Só havia dois poréns: o show do Obituary era praticamente no mesmo horário do show do Scorpions, e o do Venom era exatamente na mesma hora do Biohazard, outra banda que foi muito importante pra mim na adolescência. Bom, mas como eu já havia presenciado tanto o Biohazard como o Scorpions em ótimas apresentações, a escolha pelos shows inéditos em meu cardápio musical ao vivo era óbvia - primeiro, o Obituary, e logo depois, o Venom, para fechar com chave de ouro a noite, que ainda tinha Marilyn Manson no menu macabro.

Depois de assistir as três primeiras do Scorpions no Palco Mainstage I, fui eu lá correndo para o Palco Altar, onde já havia começado o massacre do Obituary. O local estava completamente lotado, não coube todo mundo na área coberta à frente do palco, o público se multiplicou até boa parte do espaço dedicado ao acesso aos palcos principais, poucas bandas conseguiram esta façanha nos palcos adjacentes. Cheguei bem no finalzinho da instrumental Redneck Stomp, que abria a apresentação. Assim que me posicionei com a minha câmera, o lendário vocal John Tardy adentrava o palco, para delírio dos fãs, e logo começa Centuries of Lies, do disco Inked Blood, que eles lançaram no ano passado. Uma porrada na orelha!

Logo na sequência veio Visions in my Head, outra nova, que eu gostei bastante. Ótimo, o show estava pegando fogo, terreno preparado para um grande momento da apresentação, especialmente para os que acompanham a banda desde o início - era a hora de Infected, a primeira de Cause of Death, de 1990, um dos discos mais clássicos da banda e do próprio Death Metal. Confesso que pirei um bocado com aquele riff maravilhoso da intro e o vocal gutural tão característico de Mr. Tardy. Daí pra frente foi uma pancadaria só, com destaque para a sinistra Till Death (do disco de estreia da banda, Slowy We Rot) emendando na Don't Care, do ótimo World Demise, 4º disco da banda e um dos meus preferidos, e a dobradinha Back to One e Dead Silence, de outro disco clássico da banda e do estilo, The End Complete, de 1992.

Ouvidos parcialmente detonados, agora era hora de se dirigir ao local ao lado, o Palco Temple. Foi curioso se deslocar com a galera, era realmente só dar alguns passos para a direita e já estávamos adentrando o ambiente do próximo show, nada mais nada menos que os pais do Black Metal. Aproximadamente 10 minutos depois da avalanche sonora do Obituary, eis que Cronos & cia estavam bem diante de nós - o Venom estava em cena. Tudo bem que não era a formação original da banda, mas pra mim ter o Cronos (com a camisa do Slayer!) e sua voz inconfundível bem diante de meus olhos e ouvidos era um momento um tanto histórico. Não tinha tanta gente quanto o show anterior (talvez pela apresentação do Marilyn Manson , que começaria em alguns minutos), o que me permitiu ir lá na frente para tirar muitas fotos e curtir a atmosfera sinistra mais de pertinho.

Venom incendiou o Hellfest
Venom começou muito bem o show com a Rise, última do último disco, lançado em janeiro deste ano, o From the Very Dephts. Na sequência, dois singles do início da carreira, Bloodlust e Die Hard, pra incendiar a galera de vez. O show continuou com uma energia contagiante, com ótimas performances do guitarrista La Rage e do batera Dante, sem falar em todo o carisma de Cronos. Claro que as clássicas Welcome do Hell e Countess Bathory não podiam ficar de fora, representantes dos dois primeiros discos da banda (Welcome do Hell e Black Metal), discos que fundaram um estilo. Para fechar o set, Warhead, do ótimo At war with Satan, 3º disco dos caras e um dos meus preferidos. No bis, Black Metal e Witching Hour, pra fechar a noite em grande estilo.

Então foi isso meus amigos, foi um momento histórico conferir esta dobradinha que eu pensei que não fosse mais ver ao vivo, mas que felizmente o Hellfest nos deu esta oportunidade em 2015. E vamos que vamos, até a próxima pauleira!

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