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Alice Cooper - simplesmente o melhor!

O Hellfest 2015 já havia começado e estava a pleno vapor e rock, já tínhamos conferido ótimas apresentações de Shape of Despair, Billy Idol, Sodom e o tão esperado show do Motörhead, mas a cereja do bolo estava por vir, uma cereja um tanto macabra e regada a muito rock and roll de qualidade: Mr. Alice Cooper. O que aconteceu naquele 19 de junho de 2015 desde que Cooper colocou os pés no Palco Mainstage 1 até a hora que ele se foi, não foi apenas um show, foi uma experiência, um verdadeiro espetáculo de rock, no melhor estilo rock horror show.



O público já estava bastante excitado com aquele pano gigante que tampava todo o palco e tinha o desenho dos olhos demoníacos daquele que seria o rei do Hellfest durante as próximas horas, e quando ele caiu e Mr. Cooper e sua ótima banda entraram em ação, foi um delírio generalizado. O show não tinha como começar melhor, Cooper começou com Departament of Youth, emendando no riff de No More Mr. Nice Guy, arrancando gritos da galera, que cantou bem alto o refrão, e logo na sequência Alice Cooper canta "The telephone is ringing", o famoso início de Under My Wheels, outra que tirou o fôlego dos felizardos presentes. Hora de um descansinho? Que nada, com tempo apenas de puxar o ar lá do fundo, já começa I'll Bite Your Face Off, outro excelente rock and roll a la anos 70, apesar da música ser do disco Welcome 2 My Nightmare, de 2011, o disco mais bem sucedido de Cooper, desde Hey Stoopid (1991).

Era incrível o que acontecia diante de nossos olhos e ouvidos, e olha que ainda vinha muita coisa pela frente. A banda de Cooper estava muito entrosada, com destaque para a performática guitarrista Nina Strauss, que ditava o ritmo da energia extremamente rock no palco. Depois de I'll Bite Your Face Off, outro tempo mínimo para respirar e logo começa a intro de bateria da clássica Billion Dollar Babies, uma das minhas preferidas. No fim dela, Alice Cooper provoca um pouco a galera e a banda inicia Lost in America, um rock bacana que tem uma letra super divertida, um grande momento que antecipava um clássico que eu não esperava, pelas últimas apresentações que tinha visto de Cooper. Uma gravação anuncia o refrão: "Hey, hey, hey, hey... Hey stupid!". Isso mesmo, agora era a vez de Hey Stupid, uma das que eu mais gosto de toda a carreira de Alice Cooper. Foi um dos auges da apresentação, a galera realmente estava muito empolgada e cantava alto o refrão com seu ídolo.

Dirty Diamonds veio na sequência, com aquele tão esperado momento solo dos integrantes da banda, momento digno dos grandes shows de rock. No meio da música, Cooper e parte da banda saem do palco, deixando apenas o batera Glen Sobel e o baixista Chuck Garric, que mandou bem em seu solo enérgico e agitou a galera convocando-os para o típico "Hey, hey, hey!". Logo em seguida entra em cena a Nina Strauss, fazendo um ótimo e performático solo de guitarra regado a muito wah-wah, um grande momento que arrancou gritos da galera e suspiros de muito marmanjo que estava por lá. Pouco depois, os guitarristas Ryan Roxie e Tommy Henriksen se juntam à festa (sim, eram 3 guitarristas no palco) e tocam todos juntos em cima das caixas de retorno, fazendo os mesmos movimentos performáticos. Foi rock na veia, outro grande momento!

Todos saem de cena novamente e agora escutávamos barulhos de trovoadas e a fumaça toma conta do ambiente, porque era hora do clássico Welcome To My Nightmare, um musicão que trouxe Mr. Cooper de volta ao palco, desta vez com uma grande cartola na cabeça. Go to Hell veio a seguir e agora Alice Cooper girava um chicote no ar, anunciando que a parte mais performática do show estava se aproximando. Cooper muda de visual de novo e a banda dá início a Wicked Young Man, do disco Brutal Planet (2000), que eu confesso que não conhecia e adorei o riff mais pesadão e a música como um todo, muito boa mesmo!

Agora Mr. Cooper estava todo de branco, tipo uma camisa de força, porque era a vez de Feed My Frankestein, do disco Hey Stoopid, sonzeira também. Bom, showtime, agora era hora do espetáculo: no meio da música os roadies entram com um grande apetrecho e Cooper entra nele, sumindo em seguida e "transformando-se" no Frankestein -  um boneco gigante de uns 5 metros de altura no melhor estilo Eddie (Iron Maiden) entra no palco e começa a cantar o refrão, como se fosse realmente Alice Cooper. Nem preciso dizer que foi sensacional, que o público já estava totalmente conquistado e se rendeu de vez ao melhor show do Hellfest 2015.

Continuando a parte performática macabra, entra agora no palco aquela enfermeira diabólica, já conhecida de todos, e imediatamente começa sua performance infernal, com o intuito de "maltratar" Cooper, que agora estava vestindo uma camisa de força. Claro que estamos falando de Ballad of Dwight, um musicão, um clássico que é muito significativo na carreira de Alice Cooper. No meio da música entram mais dois indivíduos que tentam pegar um Cooper lunático, mas ele escapa e tenta enforcar a enfermeira diabólica, porém é capturado e levado para uma imensa guilhotina que tinha acabado de entrar no palco e acaba perdendo a cabeça. Conclusão: um espetáculo, uma catarse , algo totalmente autêntico e sensacional. Para finalizar, a banda emenda no refrão de I Love The Dead, concretizando a apoteose rock horror show!

Alice Cooper "ressuscita" e volta ao Palco Mainstage 1 com Eighteen, também do disco Love It To Death (1971), assim como Ballad of Dwight. O super clássico Poison vem sem seguida, para delírio da galera totalmente enlouquecida, que cantou muito alto o refrão da música. School's Out, outro mega clássico que ainda teve um trecho de Another Brick In the Wall no meio, veio para fechar o show, um show que era digno de encerramento da noite. O concerto foi tão impressionante que até as crianças ficaram totalmente conquistadas, o meu filho caçula de 4 anos batia palmas fervorosamente e gritava a cada fim de música. Dizem que o verdadeiro artista é aquele que consegue conquistar as crianças, então Mr. Alice Cooper realmente está de parabéns!

Foi isso meus amigos, eu confesso que fiquei felizmente espantado com o que vi Alice Cooper e banda fazerem no Hellfest naquele 19 de junho de 2015, e poucas vezes vi um repertório tão perfeito e arrasador como aquele.

Até a próxima, keep rockin'!

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