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Hellfest - a celebração francesa do Rock

O Hellfest, um dos maiores festivais de rock e metal da Europa, comemorou neste ano a sua 10ª edição em grande estilo. Foram três dias de muita música para todos os gostos, de 19 a 21 de junho, com mais de 150 apresentações divididas em seis palcos pela HellCity – aliás, a HellCity é uma verdadeira cidade do Rock. Sediado em Clisson, cidade francesa de 6.600 habitantes, na região de Pays de La Loire, o Hellfest tem uma estrutura gigantesca e uma decoração para lá de especial. Tudo começa na rotunda da entrada do festival, com uma estátua gigante em forma de guitarra e a famosa frase eternizada na voz de Bon Scott: “It’s a long way to the top if you wanna rock’ n’ roll”. Além disso, é fácil reconhecer o local, pela inscrição “Clisson Rock City” junto com o símbolo do Hellfest, uma espécie de cruz de malta, que fica lá o ano inteiro. 


E parece que toda a cidade veste o espírito do festival: há grafites pelos muros, vitrines temáticas nas lojas e o mercado mais próximo se transforma em uma extensão do evento, com produtos específicos como as cervejas do Motörhead e da marca de amplificadores Marshall e a Hell Jam, a geleia com sabores exóticos com a marca Hellfest, além de fazer promoções de bebidas e lanches para o público do camping.
Produtos especiais para a época do festival
Chegamos ao Hellfest para nos credenciarmos no dia 18 de junho, pouco depois das seis da tarde. Pegamos o trem em Nantes, principal cidade da região, onde há um aeroporto por onde muitos fãs de metal chegaram para conferir mais um ano de festival. Já no trem, entramos no clima, pois ele foi completamente tomado de rockeiros e metaleiros animados para aquele fim de semana histórico. A organização começa desde a chegada à estação de Clisson: diversas vans fazem o transporte do público entre a estação e a localidade do evento, por apenas 2 euros. A fila era grande, mas rapidamente se dissipou, pois havia mesmo uma grande quantidade de veículos. Em cerca de 10 minutos de percurso, descemos na entrada da HellCity e fomos direto para a fila de imprensa. As filas já estavam grandes, tanto de credenciamento quanto do público em geral, e ali já pudemos sentir um pouco da emoção que nos aguardava, a emoção de compartilhar com pessoas de todas as partes do mundo um fim de semana ao som de muito rock’ n’ roll, praticamente um carnaval, só que com uma trilha sonora bem diferente e muito mais pacífico.
Devidamente credenciados, entramos na tão esperada HellCity, e a cada passo nos surpreendíamos com os detalhes, o cuidado e a decoração do local. Fomos direto para o acampamento montar as barracas, o caminho era longo, atravessamos toda a área do festival, exceto a dos palcos, que ainda estava fechada. O camping, apesar de aberto há menos de 3 horas, já estava lotado, e arrumamos lugar apenas na terceira zona da área delimitada para o acampamento. Outro ponto alto da organização: as áreas de camping eram muito bem demarcadas, divididas por cores: White Camping, Red Camping, Blue Camping (onde ficamos), Orange Camping e Yellow Camping. Cada uma das áreas tinha seus banheiros químicos e eram sinalizadas com enormes torres, para que todos pudessem se localizar facilmente. Também foi interessante perceber a consciência ambiental da produção, pois logo na entrada do camping, eles distribuiam sacos de lixo específicos para cada material e havia latas de lixo por todos os cantos. 
Camping lotado desde cedo
Com as barracas montadas, fomos explorar um pouco do festival, e no caminho já fomos conhecendo algumas das figuras presentes. Um grupo de franceses puxou assunto conosco e trocamos algumas ideias, tudo isso sob um belo pôr do sol.
Uma caveira com borboletas
A HellCity parecia um verdadeiro parque de diversões temático. Diversas lojas, com detalhes incríveis como um gorila no telhado, um carro rocker, caveiras, uma moto estilo Harley Davidson, uma enorme área de convivência com mesas e cadeiras com uma estátua gigante de uma caveira branca com borboletas, que ficava belamente iluminada à noite. Até espaço para karaokê tinha, além de lojas de instrumentos musicais, onde o pessoal podia testar as maravilhosas guitarras e amplificadores que estavam em exposição. Outra área muito cobiçada era a Hellfire Tavern, um verdadeiro pub montado no meio da cidade, com palco para apresentações de guitarmen e diversos jogos, sempre com muito som rolando. 
Tudo era muito bem pensado e organizado: havia pontos de recarga de celulares, banheiros por todos os lados, lojas de todo o tipo de apetrechos e roupas rockers, caixas automáticos para o saque de dinheiro e caixas para a compra de fichas para consumo nos bares da cidade. Algo que chamou muito nossa atenção, que nunca vimos em nenhum evento antes, foi a liberdade que a organização dá ao público: era possível entrar na área de camping com comidas e bebidas e também era permitido entrar e sair do festival a qualquer tempo, bastava manter a pulseira de identificação. E mesmo assim, os bares estavam sempre cheios, ou seja, obviamente o fato de poder entrar com alimentos e bebidas não exclui o consumo dentro do festival – talvez essa liberdade faça o Hellfest ainda mais especial. Uma verdadeira aula para alguns organizadores brasileiros. 
Outra área específica, chamada H2O, era reservada para o banho, bastando comprar a pulseira própria para o acesso, que custava 6 euros para todo o fim de semana, mas havia também muitas pias do lado de fora, de uso livre. Ainda nesta área havia um local para o pós-show, chamado After Party, além de outro espaço com jogos. Era muita opção, muita organização. Tinha até um stand para fazer a barba e cortar o cabelo gratuitamente.
Corte de cabelo e barba free
Sexta-feira era hora de iniciar a jornada de shows. Acessamos os palcos pela área de imprensa, outro destaque para a produção, uma área toda planejada e decorada. Havia um bar vip, de onde se podia ver os shows por um telão, uma área restrita aos patrocinadores e parceiros do evento, com visual privilegiado, além de muitos “brinquedos” para os fotógrafos e fãs tirarem altas fotos, como estátuas, carros antigos, réplicas de túmulos de ídolos como Ronnie James Dio, Cliff Burton e outros. Havia também enormes caricaturas de personagens do mundo rock, muito bem desenhadas, tudo muito artístico.
Muita decoração na área de imprensa
A maratona começou às 10h30 da manhã simultaneamente nos palcos Mainstage II e Altar, com shows de Breakdust e Necrowretch, respectivamente. Os palcos Altar e Temple se revezavam recebendo bandas mais alternativas, com intervalos de 5 minutos entre cada uma, o que permitia que o público apenas se deslocasse da frente de um palco para outro, pois eles eram lado a lado. A mesma logística aconteceu durante todo o festival nos palcos Mainstage I e Mainstage II. Quem abriu os trabalhos no Mainstage I foi a Sticky Boys, às 11h05 da sexta, sob um forte sol de quase verão. 
Hora de começar os trabalhos
Na área dos palcos, que era separada da HellCity por grandes portões de ferro e uma réplica de um castelo medieval, havia mais e mais diversão para os rockers de plantão. Grandes bares com uma exposição dos cartazes de todos os anos de Hellfest e tochas que soltavam fogo de tempo em tempo, uma verdadeira “calçada da fama” com placas onde estavam gravados os nomes das bandas que já se apresentaram no evento, uma enorme pista de skate com som ambiente, uma roda-gigante com vista para os palcos Mainstage a 5 euros a volta, uma área específica para pessoas com mobilidade reduzida, dançarinas fazendo malabarismo com fogo e muitas esculturas, como a árvore do Hellfest, a mão de ferro com o símbolo do Heavy Metal, imortalizado por Dio, uma caveira pirata gigante, um bosque todo enfeitado com postes temáticos, tudo muito caprichado.
E quando dizemos que o festival é como um carnaval, também nos referimos ao que tange às fantasias. Vimos todo tipo de figurino: super-heróis como Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, Changemen e as Tartarugas Ninja, mulheres trajadas de princesas e rainhas das trevas, coelhos e ursos gigantes, unicórnios e outros animais, além do Papai Noel e Elvis, é claro, mas não só um e sim três, para provar que Elvis não morreu.

Elvis não morreu, ele estava no Hellfest
Shape of Despair foi bem aplaudido
O primeiro show que conseguimos conferir inteiro (era muita coisa pra ver ao mesmo tempo!) foi o Shape of Despair, que tocou no palco Altar às 14h20. Era um palco coberto, então pudemos ver tranquilos sentados na grama e na sombra, o que era uma vantagem dos palcos Altar, Temple e Valley durante aqueles dias quentes do festival. Os finlandeses mandaram um bom repertório para os 40 minutos de palco, sendo bem aplaudidos durante toda a apresentação.

Sodom
Dali, seguimos para conferir os shows do Mainstage: Armored Saint e Godsmack, que agitaram bastante o público, além do Billy Idol, que já contamos por aqui como foi, e do Sodom, veteranos que se apresentaram às 17h40. Era muito show bacana para ver, às vezes tínhamos que optar por um ou outro, coisa realmente difícil de fazer. A programação estava sensacional! 
Um dos shows mais lotados de todo o festival foi o do Motörhead, que levantou a galera e fez todo mundo pular e cantar. Mr. Lemmy e companhia são figurinhas carimbadas de tudo que é festival, e já tocaram em quatro edições do Hellfest.
Gramado lotado para conferir o Motörhead
Agora, falando em quem mandou muito bem mesmo no palco, podemos destacar Alice Cooper e sua competente banda, com destaque para a guitarrista Nita Strauss, uma loira californiana super carismática de apenas 28 anos, que arrasa nos solos. Cooper preparou toda uma cena, fez um verdadeiro espetáculo, misturando música e teatro, um teatro macabro e divertido, arrancando muitos aplausos da massa rockeira.
Cooper fez um espetáculo completo
Outra banda veterana de festivais e que já tinha se apresentado no Hellfest de 2011, o Judas Priest subiu ao palco no penúltimo horário da sexta-feira, no Mainstage I. Rob Halford, em uma de suas melhores performances dos últimos anos, agitou os metaleiros e fez todo mundo bater cabeça com clássicos como Breaking the Law, Electric Eye, Turbo Lover e Painkiller.
Halford e sua Harley Davidson
A noite de sexta-feira ainda contou com shows de Lamb of God e Five Finger Death Punch no Mainstage II, Cradle of Filth, Satyricon e Shining no palco Temple, Bloodbath, Children of Bodom e Meshuggah no palco Altar e Dead Kennedys no palco Warzone. No Mainstage, quem fechou a noite foi o Slipknot.

A madrugada foi longe com a galera voltando para as barracas, muita gente ainda chegando para montar acampamento e muita animação e clima de celebração no ar. Surpreendentemente as madrugadas eram bem frias, em contraste com os dias de bastante calor. Era a nossa primeira vez no Hellfest, mas havia muita gente ali que era quase que fã de carteirinha do festival, com camisas de outros anos e até fazendo fila para já garantir os ingressos para 2016. E dá para entender o porquê, é algo realmente fantástico!

No sábado continuamos a maratona com uma rápida passagem pela área de imprensa para atualizar alguns links e tentar postar uma ou outra foto da sexta-feira. Correspondentes de imprensa de todos os cantos do mundo se apinhavam na sala para tentar passar em real time tudo que acontecia ali, tarefa bem complexa. Como éramos só dois, preferimos tentar conferir o máximo possível para depois poder contar com calma por aqui. Ainda pelo telão do bar vip, vimos um pouco da banda californiana Butcher Babies, com suas duas performáticas vocalistas, Heidi Shepherd e Carla Harvey.

Fomos então para o gramado e conferimos o excelente show de Ace Frehley, que subiu ao palco Mainstage I às 15h05. O guitarrista original do Kiss, considerado pela revista Guitar World como sendo o 14º maior guitarrista de metal de todos os tempos, fez uma apresentação e tanto. Em seguida, retornamos à área vip, e quando voltamos para o gramado descobrimos a excelente Airbourne, no melhor estilo AC/DC, agitando a galera que aguentava o Sol para curtir o rock and roll. Uma pequena queda no som deixou uma música sem audio para a multidão, o que logo foi corrigido e permitiu que a banda continuasse com seu show.
L7 agitou o público
Slash e Myles Kennedy
Com início às 17h50, a excelente apresentação das norte-americanas do L7 agitou a galera todo o tempo. Outro destaque daquela tarde de sábado foi o show dos veteranos do Killing Joke, que levantaram o público e fizeram muita gente bater cabeça, inclusive eu. O som de Jaz Coleman e companhia era mesmo enérgico, e além disso um performático cuspidor de fogo animava a turma do gargarejo com exibições ousadas. Antes dele, Slash tocou músicas de sua carreira solo e clássicos do Guns N’ Roses no Mainstage I, fazendo todo mundo cantar junto com ele em Sweet Child of Mine e Paradise City. No meio disso tudo, o Neo ainda foi tentar conferir o show do Body Count, que tocou no palco Warzone, mas estava tão lotado que ele nem conseguiu chegar perto.
Performances com fogo no show do Killing Joke
Faith no More com novo cenário
Depois ainda conferimos excelentes performances de ZZ Top e Faith No More, que lançando seu novo álbum Sol Invictus, tem agora um cenário todo branco com muitas flores. Mike Patton, como sempre, provocava a galera fazendo piadas com o nome do festival e com o metal, além de brincar com os seguranças que ficavam à frente do palco, tendo inclusive trocado sua camisa com um deles. Eles apresentaram um repertório excelente apresentando as novas músicas e tocando outras como CaffeineEpic, Easy, We Care a Lot e a dançante Evidence, que nem esperávamos ver ao vivo, uma das minhas preferidas. Um show muito potente!
ZZ Top agitando a galera
Após o show do Faith No More, uma surpresa para todos os presentes: uma gravação pede um minuto de atenção e no telão começa a passar um resumo de toda a história do festival, uma espécie de agradecimento ao público, que é na verdade o grande responsável pelo sucesso do evento. Começa então Thundestruck, do AC/DC, e uma queima de fogos magnífica se inicia e continua durante toda a música, emendando ainda com Bohemian Raphsody, do Queen e South of Heaven, do Slayer, mais de 15 minutos de um espetáculo pirotécnico com um excelente fundo musical em comemoração aos 10 anos de Hellfest. Que momento!
Queima de fogos em homenagem aos 10 anos de Hellfest
Em seguida, era hora de uma das atrações mais aguardadas do festival, pelo menos para mim: rever os alemães do Scorpions depois de 10 anos. Porém, ao invés de manter o clima bombástico da queima de fogos, eles entraram um tanto mornos no palco, fazendo um show muito aquém das apresentações das turnês de Unbreakable e seu sucessor, Humanity Hour I. O último álbum dos caras, Return to Forever, não está lá essas coisas, mas como se tratava de um festival, achei que eles poderiam ter escolhido melhor o repertório. Começaram com uma nova e emendaram logo na Coast to Coast, até aí estava ótimo. Depois tocaram The Zoo, outra muito esperada, mas o som novamente caiu nesta hora e parece que dali pra frente o show teve uma queda total, com muitas baladas e poucos clássicos. Muita gente deixou a área do Mainstage nessa hora e foi assistir outros shows, inclusive o Neo, que foi conferir as excelentes performances dos norte-americanos do Obituary e dos ingleses do Venom, nos palcos Temple e Altar. Ele queria também ter conferido o show do Biohazard, mas eles tocaram na mesma hora do Venom.
Início do show do Venom no palco Temple
No final do show do Scorpions o gramado do Mainstage começou a encher novamente e ficou completamente tomado para o último show do sábado: Mr. Marilyn Manson agitou o público com sua apresentação sempre bastante performática.

Terceiro e último dia de maratona, o domingo era talvez o dia mais pesado de Hellfest, bandas como Cannibal Corpse, Samael e The Exploited se apresentaram nos palcos alternativos. O Neo foi cedo conferir um pouco de cada palco, nos primeiros horários do dia, com destaque para os shows de Code Orange, no palco Warzone, e Tribulation, no palco Altar, além de ter visto também trechos dos shows de Death Engine (Valley), The Great Old Ones (Temple) e Eths (Mainstage I).
No Mainstage, destaque para a apresentação dos brasileiros do Cavalera Conspiracy, que detonaram seu heavy metal pesado, para alegria dos batedores de cabeça de plantão, literalmente levantando poeira. Pena que mais uma vez o som caiu no final do show e eles nem voltaram para o palco. Aliás, em falar em brasileiros, não era só o Cavalera que marcava presença – na plateia, muitos brasileiros também conferiam o festival. Vimos algumas bandeiras e conversamos com alguns compatriotas, a maioria já morava na Europa, mas uma menina em especial estava com uma amiga que tinha vindo do Brasil só para conferir o Hellfest. Vale mesmo a pena atravessar o oceano para estar ali!
Brasileiros dentro e fora dos palcos
Aquela tarde ainda teve shows de Dark Tranquility, Exodus e Nuclear Assault. Logo após o Cavalera, foi a vez da banda holandesa Epica. Seguimos então para uma das apresentações que mais esperávamos no festival, o Doom Metal do Saint Vitus, no palco Valley, mais uma banda da Califórnia marcando presença. Um repertório muito bem selecionado foi executado de forma enérgica, agitando o público do início ao fim do espetáculo, um dos shows em que eu mais bati cabeça, com certeza. O guitarrista Dave Chandler, muito carismático, deu um mosh e depois ficou na grade cumprimentando a galera do gargarejo, fazendo um alvoroço danado. No final, muitos balões brancos e vermelhos e mais um clima de celebração no ar.
Festa no fim do show do Saint Victus
Fomos também conferir um pouco dos outros palcos enquanto aguardávamos o início do show do Arch Enemy, banda sueca formada em 1995. A vocalista Alissa White-Gluz, que entrou na banda em 2014, não decepciona os fãs da antecessora Angela Gossow. Muito pelo contrário, ela mantém o nível da banda, fato comprovado pela lotação do palco Altar naquela noite.
Alissa White-Gluz em altos guturais
O Hellfest estava chegando ao fim, algumas pessoas já iam deixando o acampamento, mas ainda havia um show que queríamos muito ver: Nightwish, com Floor Jansen no auge de sua carreira. Já havíamos conferido a holandesa nos vocais logo que ela entrou para a banda em 2012, mas esperávamos vê-la agora cantando outros clássicos. Assim como o Scorpions, o novo álbum da banda, Endless Forms Most Beautiful, frustrou a expectativa de muitos fãs, que esperavam algo mais pesado para a bela voz de Floor. Entretanto, tínhamos a esperança de que o show fosse tão bom ou melhor do que o vimos em Porto Alegre. Infelizmente, não foi o que aconteceu. O Nightwish fez um show digamos, para “bater o ponto”, nem bom nem ruim. Tocaram muitas músicas do disco novo e deixaram de lado muitos clássicos, que ficam excelentes na voz de Floor. Os destaques ficaram para Stargazes, música que eles não tocavam há mais de 10 anos, Storytime, que fica muito boa na voz de Floor e Ghost Love Score – a única do excelente Once no repertório. O Nightwish poderia ter sido uma ótima banda para fechar o Hellfest 2015, mas parece que eles desperdiçaram esta oportunidade. Sequer voltaram para o bis, deixando o público, que clamava pelo retorno da banda, a ver navios. Mais uma vez, muita gente discipou do gramado e foi deixando o Hellfest de vez, pois só havia mais um show, o do In Extremo no palco Temple.

Na segunda pela manhã, clima de despedida total, muita gente já tinha ido embora. Levantamos nosso acampamento com o corpo cansado, mas a alma lavada. Tínhamos vivenciado momentos únicos e o Hellfest entrava para a nossa história pessoal e profissional. E talvez o Eu Amo ao Vivo tenha sido um dos únicos veículos de imprensa em língua portuguesa a cobrir o festival. Fato histórico também para este nosso portal que está apenas engatinhando, mas que pretende ver ainda muitos Hellfest pela frente!

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