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Marche Funèbre surpreende no RCA Club

Depois dos excelentes shows da sexta-feira, era hora de voltarmos ao RCA Club para conferir as apresentações do segundo e último dia do Festival Under The Doom, no sábado, 28 de fevereiro de 2015. A noite abriu mais uma vez com uma banda “da casa”, a Agonia, que usou na decoração do palco um belo candelabro. Um som arrastado e sem baixo, como a Bosque tinha apresentado na abertura da noite anterior, foi levado ao palco do RCA por cerca de meia-hora.
Marche Funèbre no palco do RCA Club
Na sequência era a vez de outra banda portuguesa, a Dolentia, que apresentou um som puramente black metal, um bocado fora da proposta do festival. Depois da gritaria sem uma sonoridade interessante, foi a vez de entrar em cena a grande surpresa da noite, a Marche Funèbre, da Bélgica. Formada em 2008 e com 2 álbuns lançados, To Drown (2011) e Roots of Grief (2013), a banda já mostrou um diferencial na montagem do palco, colocando em cena um grande fundo de palco com a logo da banda e uma imagem cadavérica.
Sem muita demora a passar o som, Arne Vandenhoeck (vocais), Kurt Blommé (guitarra), Peter Egberghs (guitarra), Dennis Lefebvre (bateria) e Boris Iolis (baixo) começaram o show com These Fevered Days, música de abertura do segundo álbum da banda. Nos primeiros momentos já foi possível perceber a potência e excelente performance dos músicos. A composição de 13 minutos chamou bastante atenção, daquele jeito de fazer a gente pensar: “Now we’re talking, baby!”
Um festival de doom metal com pouco tempo é no mínimo uma contradição (vide a produção querer cortar uma música do Saturnus na noite anterior por falta de tempo. Hein?!) e as primeiras bandas sofreram bastante com isso, pois tinham um tempo muito limitado de palco. Mais uma vez, como o Autumnal tinha feito na noite anterior, a Marche Funèbre, soube escolher bem o repertório e mandou 5 músicas muito boas. Dentro dos 50 minutos que tiveram pra mostrar o trabalho, o fizeram muito bem.
Arne Vandenhoeck em excelente performance
Todos os integrantes tinham excelentes performances de palco, mas o destaque ficou com o baixista Boris Iolis, que entrou na banda apenas em 2013. Ele me lembrou o Joey Ramone, com seu estilão de se posicionar no palco, mas agitava muito mais que ele, com certeza. Outra performance invejável, foi a de Mr. Arne (não me peça pra pronunciar o sobrenome dele, ok?). O frontman foi outra figurinha que fez meus dedos não pararem de querer clicá-lo! Além dele ter uma voz muito singular e mesclar incrivelmente vocais limpos com guturais, mesmo ao estilo Aaron Stainthorpe.
Banda toda em sintonia
As canções que rechearam o show foram As in Autumn – com um refrão que fica martelando na mente, a de início atmosférico The Dark Corner e a mais rápida Roots of Grief, que fez os batedores de cabeça (onde eu me incluo) ficarem com os pescoços doloridos. Para fechar o excelente repertório, a linda Crown of Hope, música que tem um videoclipe bem interessante, onde eles fazem uma incidental da Marcha Fúnebre de Chopin, de arrepiar!
Enfim, depois deste show, a minha lista de bandas favoritas de doom metal aumentou. Espero rever a Marche Funèbre em breve, porque eu amei estes caras ao vivo!

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